CURIOSIDADES LITÚRGICAS I - Ordo Exsequiarum Romani Pontificis - Translado do corpo do Romano Pontífice para a Basílica Vaticana:

 

Na hora marcada, na capela da Casa Santa Marta, o rito de translado do caixão com o corpo do Santo Padre FRANCISCO se inicia com o canto da antífona “Ego sum ressurectio et vitam (Eu sou a ressurreição e a vida, cf Jo 11,25-26) executado pela Schola Cantorum.

 


O celebrante, que na ocasião será o cardeal camerlengo da Santa Igreja, de pluvial e estola vermelhas, inicia invocando a Santíssima Trindade e acolhe os presentes com estas palavras: “A esperança de Cristo, ressuscitado dos mortos, esteja convosco (“Spes Christi qui a mortuis surrexit, sit cum omnibus vobis)”, e a assembleia litúrgica responde “E com teu espírito (Et cum Spíritu tuo)”. O cardeal se aproxima do corpo do Santo Padre e o asperge com água benta, circundando o caixão. A Schola entoa Lc 23,42 (“Memento mei, Domine Deus – Lembra-te de mim, Senhor Deus”). O celebrante, em seguida, expõe o sentido do translado; se faz silêncio e prossegue com a oração em que se suplica à Deus que guarde a vida e obra do Papa FRANCISCO, acolhendo-o em Sua morada de luz e de paz; se roga em favor do povo a ele confiado, de seguir com fervor os mesmos caminhos traçados por seu bispo, para serem testemunhas do evangelho de Cristo. A oração se conclui e o diácono convida a iniciar a procissão.

 

Na procissão caminham primeiro os cardeais diáconos, presbíteros e bispos (na ordem a qual cada cardeal pertence). Atrás, dois diáconos. Logo depois, o camerlengo. Por último, o caixão do Santo Padre, levado pelos sediários (grupo de homens que na antiguidade levavam o Papa na cadeira gestatória; agora responsáveis por funções de ordem nas audiências e missas presididas pelo Pontífice). Ao lado destes, doze presbíteros revestidos com estolas vermelhas, trazendo velas nas mãos. E a Guarda Suíça Pontifícia caminhando ao redor do esquife.

 

Durante toda a procissão se entoam os salmos, 22, 114, 115, 50, 120, 122 e 131. Ao se aproximarem da porta central da basílica de São Pedro, entoam a Ladainha de todos os Santos. Até se aproximarem do altar da confissão. Ali, depositam o caixão, com a cabeça do Santo Padre voltada para o altar, e os pés para a porta. Ao lado, o Círio Pascal.

 


O camerlengo circunda o corpo do Santo Padre defunto aspergindo-o com água benta, e o incensa do mesmo modo. Enquanto isso a Schola entoa o Subvenite Sancti Dei. Se lê a perícope de Jo 17,24-26, e recita-se uma oração dos fiéis, concluídas com a Oração do Senhor. Na conclusão, o celebrante recita a oração final. E se conclui a celebração.

 


As portas da basílica papal são abertas e começa a visitação pública ao Santo Padre defunto até o Sábado, ates da Santa Missa Exequial.





Pe. João Paulo Góes Sillio

Maestro das Celebrações litúrgicas do Arcebispo.

Setor arquidiocesano de liturgia

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